O Governo de São Tomé e Príncipe e os parceiros internacionais assinalaram o encerramento do projeto Restauração da Paisagem para a Funcionalidade dos Ecossistemas e Mitigação das Mudanças Climáticas (TRI), numa cerimónia realizada no Hotel Pestana, marcada por balanços positivos e perspetivas de continuidade das ações de restauração ambiental no país.
Durante o ateliê de encerramento, o assistente ao representante da FAO em São Tomé e Príncipe, Argentino Pires dos Santos, destacou os resultados alcançados ao longo da implementação do projeto, sublinhando que o trabalho foi possível graças a uma equipa multidisciplinar que, desde antes de 2019, participou na identificação e formulação da iniciativa.
Segundo o responsável, o projeto santomense de restauração florestal foi reconhecido como um dos exemplos no conjunto de iniciativas executadas globalmente no âmbito da iniciativa TRI. Argentino Pires dos Santos apelou, no entanto, à necessidade de o país se apropriar dos resultados alcançados e garantir condições para que as instituições nacionais deem continuidade às ações iniciadas.
O responsável reafirmou ainda a disponibilidade da FAO para continuar a prestar assistência técnica e apoiar o país na mobilização de recursos para novos projetos ligados à restauração ambiental.
Por sua vez, a Ministra do Ambiente, Juventude e Turismo Sustentável, Nilda da Mata, destacou que o projeto surge num contexto em que São Tomé e Príncipe, enquanto pequeno Estado insular, apresenta grande riqueza ecológica, mas também elevada vulnerabilidade às alterações climáticas.
A governante explicou que o projeto TRI teve como principal objetivo promover a restauração e a gestão sustentável dos ecossistemas florestais, contribuindo para reduzir as emissões de carbono resultantes da desflorestação e travar a degradação das florestas e dos solos.
Entre os resultados alcançados, destaca-se a meta de restaurar 12 mil hectares de paisagens florestais e agroflorestais degradadas, bem como a elaboração do Plano Nacional de Restauração Paisagística, que estabelece a ambição de recuperar cerca de 36 mil hectares até 2030.
A ministra sublinhou ainda o impacto social positivo do projeto, sobretudo nas comunidades rurais, onde a restauração dos sistemas agroflorestais contribuiu para melhorar os meios de subsistência, fortalecer cooperativas agrícolas e criar novas oportunidades de rendimento.
O projeto também incentivou a participação de mulheres e jovens em atividades ligadas à economia verde e reforçou as bases para o desenvolvimento do turismo sustentável, considerado um setor estratégico para a economia nacional.
Segundo Nilda da Mata, os resultados alcançados constituem igualmente uma plataforma importante para mobilizar novos financiamentos internacionais, estando já prevista uma segunda fase do projeto, novamente financiada pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF), que permitirá ampliar as áreas de restauração e consolidar os benefícios socioeconómicos para mais comunidades.
A governante reafirmou, por fim, o compromisso do Governo em continuar a promover políticas e ações concretas de restauração ecológica, alinhadas com os compromissos internacionais assumidos pelo país no âmbito do Acordo de Paris sobre alterações climáticas.
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