Um novo estudo científico veio questionar a noção amplamente divulgada de que passar muito tempo nas redes sociais prejudica significativamente a saúde mental dos adolescentes.
A pesquisa analisou dados autorrelatados de jovens e concluiu que o tempo de utilização de plataformas como Instagram, TikTok e outras não está, por si só, ligado a um aumento significativo de ansiedade ou depressão. Este resultado contrasta com estudos anteriores e com a preocupação pública de que o “tempo de ecrã” seria um fator determinante no bem‑estar psicológico.
Os investigadores alertam, porém, que os dados têm limitações. Entre elas, está o facto de não captarem variações de curto prazo no estado emocional dos participantes. Ainda assim, a análise sugere que a qualidade das interações online e o conteúdo consumido podem ser mais importantes para a saúde mental do que o tempo total de uso.
Especialistas lembram que, apesar destes achados, os problemas de saúde mental entre crianças e adolescentes continuam a crescer na Europa, reforçando a necessidade de atenção a outros fatores como sono, hábitos de vida e suporte familiar.
Este estudo surge num momento em que alguns países europeus têm debatido políticas de restrição de idade mínima e limites de tempo de uso das redes sociais, procurando proteger os jovens dos possíveis efeitos negativos da vida digital.
“Não é tanto quanto tempo estão online, mas o que fazem e como se sentem enquanto estão conectados”, concluem os autores da pesquisa.
Fonte: Euro News