Europa pode ser arrastada para uma nova guerra e Portugal não poderá ficar de fora.

A Europa ainda não entrou na guerra com o Irão, mas também já não está totalmente fora dela. Entre bases militares expostas, porta-aviões enviados para a região e apoio logístico a operações dos Estados Unidos, o continente encontra-se numa zona cinzenta. E, segundo especialistas ouvidos pela CNN Portugal, o risco de escalada depende menos de decisões formais e mais de um incidente que mude o clima político.

A escalada recente no Médio Oriente, com ataques a bases e infraestruturas energéticas na região onde operam forças europeias, expôs uma vulnerabilidade que vários governos preferiam evitar discutir: a possibilidade de a Europa ser empurrada para o conflito.

Já para Manuel Serrano “basta um ataque com vítimas europeias para gerar uma pressão política interna para retaliação”. Para o analista de Política Internacional e Assuntos Europeus, esse é o cenário que pode mudar tudo, ao transformar o atual posicionamento europeu – oficialmente defensivo – num envolvimento militar mais ativo.
De acordo com Manuel Serrano, um dos fatores que aumenta a imprevisibilidade do momento atual é a falta de uma posição europeia clara e unificada: “Politicamente, a Europa está dividida e sem uma estratégia comum. Infelizmente não temos estratégia comum para reagir a isto.”

Segundo o especialista, os governos europeus estão divididos entre a necessidade de manter a aliança com Washington, DC e o receio de legitimar uma escalada militar controversa. “O que grande parte dos governos tem tentado fazer é evitar questionar a legitimidade dos bombardeamentos americanos israelitas ao mesmo tempo que esvaziam o discurso europeu da ordem internacional baseada em regras.”

Essa dependência, argumenta, coloca o futuro da segurança europeia nas mãos de decisões tomadas fora do continente: “Continuamos a deixar o nosso futuro nas mãos da sorte ou nas mãos dos eleitores americanos. E esse não é o caminho a seguir.”

E as consequências não se esperam boas. Entre os efeitos que prevê estão novas ondas migratórias, pressão energética, inflação e aumento do risco terrorista. Todas consequências que, lembra, já marcaram crises anteriores no Médio Oriente.

Fonte: CNN Portugal


Discover more from Zunta TV - Televisão Independente

Subscribe to get the latest posts sent to your email.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *