O Governo de São Tomé e Príncipe lançou oficialmente a primeira pedra do Parque Solar de Água Casada, no Distrito de Lobata, num evento que contou com a presença do Primeiro-Ministro Américo Ramos, do Presidente da Câmara Distrital de Lobata, Euclides Buio, do Coordenador da Unidade de Implementação do Projeto (AELS), Miguel Pita, do representante do Banco Mundial, Sandro Trigueiro, ministro de finanças, Garrett Guadalupe. O evento reuniu ainda, representantes de instituições públicas e parceiras internacionais, bem como a população local. O projeto integra o programa de Acesso à Energia Limpa e Sustentável e visa transformar o setor elétrico nacional, reduzindo a dependência do país em combustíveis fósseis.
O Primeiro-Ministro Américo Ramos destacou que o país enfrenta desafios estruturais significativos no setor de energia, devido ao elevado custo da eletricidade produzida a partir de gasóleo, à dependência da produção térmica ineficiente e às dispendiosas importações de combustíveis. “O Governo tem vindo a desenvolver, com apoio do Banco Mundial, o projeto de acesso à energia limpa e sustentável, que visa melhorar o acesso à eletricidade, reforçar a fiabilidade da rede elétrica e promover soluções energéticas mais eficientes e ambientalmente sustentáveis”, afirmou Ramos. O projeto prevê a implementação de 11 MW de energia solar fotovoltaica e 7,5 MWh de armazenamento de energia, que poderá injetar na rede elétrica nacional cerca de 18 GWh por ano, contribuindo para a redução dos custos com combustíveis fósseis.
O Presidente da Câmara Distrital de Lobata, Euclides Buio, destacou o envolvimento ativo da população de Água Casada no processo de reassentamento e preparação do terreno. “Sem a participação e sentido de responsabilidade da população, certamente não estaríamos aqui hoje”, afirmou. Buio sublinhou ainda a importância de uma política responsável por parte do Estado na execução de projetos financiados internacionalmente, garantindo cumprimento legal e eficiência na implementação.
O Coordenador da Unidade de Implementação do Projeto, Miguel Pita, enfatizou a complexidade e dimensão da obra, que inclui trabalhos eletromecânicos, civis e sociais. Entre os investimentos estão a pavimentação de 1,7 km de via de acesso à Nacional 1, terraplanagem e preparação de 25 hectares para a instalação dos painéis solares, construção de postos de transformação de energia e implementação de infraestruturas sociais como lavandaria comunitária, balneário público e centro comunitário. Pita salientou que a infraestrutura permitirá atrair investimento privado no futuro e garantirá a sustentabilidade do setor energético nacional.
Sandro Trigueiro, representante do Banco Mundial, reforçou o compromisso da instituição com a transição energética em São Tomé e Príncipe. O projeto, financiado com 55 milhões de dólares pela janela IDA, inclui 11 milhões de dólares destinados ao Parque Solar de Água Casada. Segundo Trigueiro, a implementação permitirá aumentar a capacidade instalada até 30 MW, reduzir importações de diesel em cerca de 16% e posicionar São Tomé e Príncipe como um hub de transição energética. Ele apelou à supervisão rigorosa das obras e à colaboração entre entidades públicas e privadas para garantir o sucesso do projeto.
O Parque Solar de Água Casada representa um marco na estratégia de São Tomé e Príncipe de diversificação da matriz energética, sustentabilidade financeira e proteção ambiental. O Governo espera que o projeto contribua para a prosperidade da população e para um futuro mais verde e moderno para o país.

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