Milhares de pessoas se reuniram neste sábado (17/01) na Dinamarca e na Groenlândia para protestar contra os planos do presidente dos EUA, Donald Trump, de controlar a Groenlândia.
“O objetivo é enviar uma mensagem clara e unificada de respeito pela democracia e pelos direitos humanos fundamentais da Groenlândia”, afirmou a Uagut, associação de groenlandeses na Dinamarca. A organização alertou ainda: “Quando as tensões aumentam e as pessoas entram em estado de alarme, corremos o risco de criar mais problemas do que soluções para nós mesmos e uns para os outros. Apelamos aos groenlandeses, tanto na Groenlândia quanto na Dinamarca, para que permaneçam unidos.”
O movimento Hands Off Greenland e a organização Inuit, que reúne associações groenlandesas, também organizaram as manifestações. Em Copenhague, manifestantes se reuniram na Praça da Prefeitura aos gritos de “A Groenlândia não está à venda” e marcharam até a embaixada dos EUA.
“Sou muito grata pelo enorme apoio que nós, groenlandeses, recebemos. Também estamos enviando uma mensagem ao mundo de que todos vocês precisam acordar”, disse Julie Rademacher, presidente da Uagut. Ela acrescentou: “A Groenlândia e os groenlandeses se tornaram involuntariamente a linha de frente na luta pela democracia e pelos direitos humanos.”
Em Nuuk, cerca de 900 pessoas participaram de um protesto em frente ao consulado americano, enquanto marchas ocorreram também em Aarhus, Aalborg e Odense. Segundo pesquisa recente, 85% dos groenlandeses se opõem ao controle americano da ilha, contra apenas 6% favoráveis.
Fonte: DW