O Clube Dinâmicos de Folha Fede está no centro de uma grave controvérsia institucional após a Federação Santomense de Futebol (FSF) declarar nula a eleição realizada no dia 30 de novembro de 2025, alegando supostas irregularidades no processo. A decisão gerou forte reação por parte dos associados, que acusam a FSF de violar os estatutos do clube e de tentar impor uma direção sem respaldo da base associativa.
Em entrevista à Zunta TV, Michelson Trindade, porta-voz da comissão de associados, repudiou a decisão da FSF e garantiu que o processo eleitoral foi conduzido em estrita conformidade com os estatutos internos. Segundo ele, após o término do mandato da antiga direção, um grupo de associados reuniu-se no dia 1 de novembro de 2025 para deliberar sobre a situação do clube e convocar novas eleições, conforme previsto no regulamento interno.
De acordo com Trindade, os estatutos permitem que um quinto dos associados convoque eleições, desde que o presidente cessante seja notificado com pelo menos 10 dias de antecedência — o que, segundo os organizadores, foi devidamente cumprido. O edital da assembleia foi publicado no dia 19 de novembro em locais públicos, redes sociais, rádio e imprensa escrita, com indicação clara de data, hora e local da eleição.
A assembleia eleitoral decorreu no dia 30 de novembro, na escola de Folha Fede, com a presença de cerca de 40 pessoas, entre associados e convidados. Apenas uma lista foi apresentada, tendo recebido 23 votos. A ata do processo foi entregue à FSF no dia 8 de dezembro de 2025, às 9h, conforme comprovado por protocolo.
Contudo, a FSF optou por reconhecer uma segunda ata, remetida apenas em janeiro de 2026 por membros da antiga direção, desconsiderando o processo anterior sem solicitar esclarecimentos ou verificar a documentação apresentada. Em notificação assinada pelo Secretário-Geral Arlindo Carneiro Rodrigues, a Federação declarou a eleição de novembro “nula e sem efeito”, alegando ausência de informações como o local da assembleia e a ordem do dia — alegações que, segundo os associados, são falsas e desmentidas por documentos e fotografias dos editais ainda afixados na sede do clube.
Michelson Trindade criticou duramente a postura da FSF, acusando a entidade de agir como “juiz e parte” e de tentar impor uma liderança sem legitimidade. “A federação não tem competência para escolher o Presidente de um clube. Isso é decisão soberana dos associados. Cumprimos o estatuto à risca e não aceitaremos imposições externas”, afirmou.
Mais de 46 associados assinaram uma carta de protesto, manifestando indignação com a decisão da FSF e rejeitando o que classificam como um “Presidente imposto”. A comissão organizadora afirma possuir provas documentais — incluindo atas de reuniões, notificações, fotografias dos editais e assinaturas dos associados — que comprovam a legalidade do processo eleitoral de novembro. Segundo Trindade, os documentos serão disponibilizados à comunicação social como forma de garantir transparência e esclarecer a opinião pública.
Em baixo, veja as imagens dos documentos que confirmam esta informação.
