O projeto “Contos da Floresta” foi oficialmente lançado em São Tomé e Príncipe, com o objetivo de promover uma maior participação e envolvimento das mulheres nas ações de conservação da biodiversidade e proteção da natureza no país. A iniciativa é desenvolvida pelo Centro da Universidade do Golfo da Guiné (CBGG), em parceria com várias instituições nacionais e internacionais.
De acordo com a oficial de projetos do CBGG, Ângela Lima, a criação do projeto surge na sequência dos desafios identificados durante a implementação do projeto “Gigantes da Floresta”, que decorreu ao longo de cinco anos e tinha como foco a conservação de espécies endémicas, com destaque para o búzio-do-bô, considerado espécie bandeira. Durante esse período, constatou-se uma participação muito reduzida das mulheres nas atividades, o que motivou a criação de uma nova abordagem.
O projeto “Contos da Floresta” pretende colmatar essa lacuna, promovendo o empoderamento feminino e incentivando o seu envolvimento direto na conservação ambiental. A iniciativa vai trabalhar, de forma geral, a proteção da biodiversidade, com enfoque em seis espécies de caracóis endémicos, incluindo o búzio-do-bô, além de outras cinco espécies ainda pouco estudadas em São Tomé e Príncipe. O objetivo é recolher mais dados, aumentar o conhecimento científico e reforçar a consciência ambiental nas comunidades.
O projeto envolve 20 mulheres de diferentes categorias sociais, provenientes das comunidades de Nova Mota e Monte Café, assim como estudantes universitárias e mulheres ligadas a instituições. Segundo a coordenação, o caráter inclusivo pretende criar um grupo diversificado, capaz de gerar maior impacto social e ambiental.
A formação das participantes já teve início e terá a duração de dois anos, até o final de 2025. Para além das sessões formativas, está previsto um acompanhamento contínuo, com o objetivo de capacitar as mulheres a contar as suas próprias histórias, através do storytelling, e desenvolver projetos pessoais ligados à conservação e sustentabilidade.
O “Contos da Floresta” conta ainda com a parceria da Fundação Príncipe, da Lisei, da Macatina, do Ministério do Ambiente e da Tela Digital, que será responsável por acompanhar e divulgar as histórias produzidas pelas participantes.
A iniciativa pretende não só reforçar a conservação da biodiversidade, mas também valorizar o papel das mulheres como agentes de mudança e desenvolvimento sustentável em São Tomé e Príncipe.
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