O projeto “Transição Verde Turismo e Comunidades na Proteção da Biodiversidade em São Tomé e Príncipe” foi oficialmente lançado esta quarta-feira, no Centro Cultural Português, em São Tomé, numa iniciativa financiada pela União Europeia que pretende promover a conservação ambiental aliada ao desenvolvimento económico sustentável.
Com duração de 42 meses, o projeto será implementado em cerca de 30 comunidades de São Tomé e da Região Autónoma do Príncipe, reforçando cadeias de valor sustentáveis ligadas ao turismo, à agricultura e aos produtos florestais, além de promover a governação participativa das áreas protegidas.
Na sua intervenção, a ministra do Ambiente, Juventude e Turismo Sustentável, Nilda da Mata, afirmou que o projeto representa uma visão estratégica para o futuro do país, defendendo que a sustentabilidade ambiental, a inclusão social, a igualdade de género e o desenvolvimento económico devem caminhar lado a lado. A governante destacou que, apesar do registo de cerca de 42 mil visitantes em 2025, o potencial do turismo como motor de desenvolvimento sustentável continua insuficientemente aproveitado, com cadeias de valor frágeis e escassez de empregos verdes, sobretudo para jovens e mulheres.
A embaixadora da União Europeia no Gabão, para São Tomé e Príncipe e a CEEAC, Céline Abadie, sublinhou que o projeto está alinhado com a estratégia europeia de transição ecológica e neutralidade climática. A diplomata destacou o estatuto do país como Reserva Mundial da Biosfera e afirmou que a União Europeia partilha com São Tomé e Príncipe a ambição de preservar o capital natural, reforçar a resiliência climática e criar empregos dignos através de setores como o turismo e a agricultura sustentável.
A administradora do Instituto Marquês de Vale de Flor, Carolina Quina, explicou que o projeto resulta de um consórcio que integra a Fundação Príncipe, a Associação Roça Mundo e a Fundação Fluta Non, em estreita articulação com o Ministério do Ambiente. Recordou que o IMVF está presente no país há mais de três décadas, desenvolvendo projetos nas áreas da saúde, educação, desenvolvimento rural e ambiente, sublinhando que a transição verde se insere num percurso de cooperação já consolidado com o Estado santomense.
Segundo os promotores, a iniciativa pretende consolidar o quadro regulamentar e os sistemas de gestão ambiental, reforçar as competências dos operadores turísticos, promover a participação comunitária e posicionar São Tomé e Príncipe como destino de referência em turismo sustentável.
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