O Senegal conquistou este domingo, 18 de janeiro, o seu segundo título da Copa Africana de Nações (CAN) ao vencer o Marrocos na prorrogação, em Rabat. Num jogo carregado de emoção e polémica, os senegaleses escreveram mais uma página dourada da sua história no futebol africano. A partida ficou marcada por um momento dramático nos instantes finais do tempo regulamentar, quando o árbitro Jean-Jacques Ndala assinalou um penálti duvidoso sobre Brahim Díaz, decisão que levou os jogadores do Senegal a abandonar temporariamente o relvado em protesto. Foi Sadio Mané, capitão e referência da equipa, quem conseguiu trazer os colegas de volta para que o jogo fosse concluído. A tensão aumentou quando o próprio Brahim Díaz, artilheiro da competição, tentou converter a grande penalidade com uma cavadinha, mas viu Édouard Mendy defender de forma brilhante, levando o encontro para prolongamento.
Logo aos quatro minutos da primeira parte do tempo extra, Sadio Mané iniciou a jogada, Idrissa Gana Gueye fez a assistência e Pape Gueye, médio do Villarreal, disparou um remate cruzado de pé esquerdo que bateu o guarda-redes marroquino Bounou e decidiu a final. O golo contra Achraf Hakimi e a seleção anfitriã selou a vitória senegalesa em solo marroquino. No final, Sadio Mané foi distinguido como melhor jogador da competição, depois de marcar dois golos e somar três assistências ao longo do torneio, incluindo o golo decisivo na meia-final frente ao Egito.
Este triunfo confirma a ascensão do Senegal no futebol africano, depois de já ter conquistado a sua primeira CAN em 2022, nos Camarões, ao derrotar o Egito nos penáltis. Para o Marrocos, semifinalista do Mundial de 2022, a espera pelo título continental prolonga-se: a única conquista remonta a 1976, na Etiópia. A vitória em Rabat representa não apenas a força desportiva dos Leões da Teranga, mas também a sua capacidade de resiliência e união perante a adversidade, consolidando o Senegal como uma das grandes potências do futebol africano.