Sindicato da EMAE dá duas semanas ao Governo para resolver crise energética

O Sindicato dos Trabalhadores da EMAE lançou um ultimato ao Governo: o prazo de duas semanas para garantir a chegada dos geradores destinados a reduzir a crise energética que afeta o país. Caso contrário, os trabalhadores afirmam que não terão outra alternativa senão avançar para uma greve geral. Segundo o sindicato, os geradores, avaliados em quase dois milhões de euros, deveriam ter chegado em dezembro.

A atual produção energética, que varia entre 9 e 13 megawatts, revela-se insuficiente para responder às necessidades do país. O sindicato alerta que a escassez já está a gerar fortes tensões no terreno, com relatos de violência e ameaças dirigidas a trabalhadores. A preocupação maior, sublinha a organização, é que a crise possa evoluir para situações ainda mais graves, colocando em risco a segurança e a vida de quem atua diretamente na linha da frente.

A organização sindical criticou duramente o desmantelamento da central térmica de São Tomé, levado a cabo pelo anterior governo. Segundo o sindicato, a decisão foi tomada sem qualquer explicação pública, deixando o país sem uma infraestrutura que hoje poderia servir como alternativa para enfrentar a crise energética. Para os trabalhadores, se a central estivesse ativa, poderia servir como salvaguarda nesta crise. “Hoje ficamos dependentes apenas da Tesla, quando poderíamos ter a nossa central em stand-by para ser acionada”, criticou a direção sindical.

Com o prazo de duas semanas em contagem regressiva, os trabalhadores da EMAE reforçam que a greve será inevitável caso os geradores não cheguem ao país, mantendo a pressão sobre o Governo para uma solução imediata.

 

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