Técnicos da Direção da Proteção Social, Solidariedade e Família (DPSSF) participaram, ao longo de dois dias, numa formação sobre alcoolismo e nutrição, realizada no Instituto da Juventude. A iniciativa, apoiada pela ONG Helpo, com financiamento da Cooperação Portuguesa e da UNICEF, visa reforçar os conhecimentos dos técnicos para atuar junto das famílias e comunidades santomenses.
Alberto Abreu, técnico social da DPSSF, destacou a importância da formação para o seu dia a dia profissional. Segundo ele, o encontro permitiu aprofundar conhecimentos sobre problemas que afetam diretamente a sociedade santomense, como o consumo de álcool e a malnutrição. “Graças a Deus, os conhecimentos estão ajudando bastante nos nossos dia a dia, complementando as formações que já temos. Esperamos que iniciativas como esta continuem a ser promovidas, não apenas para os técnicos, mas também para a juventude santomense, que carece dessas informações”, afirmou.
A diretora do Instituto da Droga e Toxicodependência, Nilza Carvalho, reforçou que o álcool continua a ser um problema social significativo, afetando muitas famílias. “Os técnicos precisam estar capacitados para compreender as consequências do consumo de álcool, não apenas para as famílias, mas também para eles próprios, e para orientar as famílias a utilizar de forma adequada os recursos que recebem, evitando que sejam desviados para o álcool”, explicou.
Bruna Jarimba, gestora do projeto “Sem Riscos de Género”, esclareceu que a formação visa também revisar e atualizar os conhecimentos dos técnicos. “Estamos a capacitar 70 técnicos da DPSSF, partindo do que eles já sabem sobre alcoolismo e nutrição, para desconstruir ideias erradas e esclarecer dúvidas, preparando-os melhor para atuar junto das famílias e comunidades”, disse.
Edmarcia Boa Morte, técnica da DPSSF, destacou a aplicabilidade prática da formação: “Vamos colocar esses aprendizados em prática, sensibilizando as famílias no terreno tanto sobre a nutrição como sobre o alcoolismo, para ajudarmos na medida do possível a combater estes flagelos nas nossas comunidades.”
A formação representa um passo importante para fortalecer as competências dos técnicos sociais e contribuir para a melhoria da qualidade de vida das famílias em São Tomé e Príncipe.