O Governo de São Tomé e Príncipe confirmou que os combustíveis vão sofrer um reajuste a partir de 1º de abril. A gasolina passa de 28 para 31 dobras e o gasóleo de 27 para 30 dobras, enquanto o petróleo doméstico e o jet fuel mantêm-se em 19 dobras.
Segundo o Ministro das Finanças, Gareth Guadalupe, a decisão foi motivada pela subida acentuada do preço do petróleo no mercado internacional, provocada pela guerra no Médio Oriente e pelo bloqueio temporário do Estreito de Ormuz. O barril de Brent, referência mundial, saltou de 73 dólares em fevereiro para mais de 112 dólares no fim de março, o que fez disparar os custos de importação.
O Governo explicou que, apesar da alta global de 55% na gasolina e 105% no gasóleo, apenas uma parte mínima será repassada ao consumidor. O Estado vai assumir 90% do aumento, deixando apenas 10% refletido nas bombas. Na prática, isso significa que o impacto para a população será limitado a 3 dobras.Para garantir o abastecimento e reduzir a dependência externa, foram anunciadas medidas complementares: antecipação da próxima importação de combustíveis para abril, revisão da pauta aduaneira e incentivos à produção local de bens essenciais. O preço do jet fuel foi mantido para assegurar os voos internos e internacionais, incluindo a ligação com a ilha do Príncipe e Lisboa.
O Ministro apelou ainda à responsabilidade dos operadores económicos, pedindo que não utilizem este reajuste como desculpa para aumentos exagerados nos preços de produtos e serviços. Reforçou que, em reduções anteriores, muitos comerciantes não refletiram a baixa nos preços, e que agora não há justificação para uma inflação descontrolada.
Em resumo, o aumento dos combustíveis resulta da crise internacional do petróleo, mas o Governo decidiu absorver quase todo o impacto e adotar medidas para proteger o abastecimento e a economia nacional.
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