O Governo de São Tomé e Príncipe inaugurou, no dia 29 de junho, três novas infraestruturas de saúde: o Laboratório Molecular da Região Norte, o Posto de Saúde de Conde (após reabilitação) e o novo Armazém Nacional de Medicamentos.
A entrega destas obras visa a reorganização dos distritos sanitários, uma estratégia desenhada pelo Ministério da Saúde para otimizar a gestão de recursos e melhorar a prestação de cuidados à população.
Infraestruturas e Objetivos Operacionais
De acordo com o Ministro da Saúde, Dr. Celso Matos, o novo Armazém Nacional de Medicamentos tem como objetivo central a melhoria da cadeia de abastecimento. A infraestrutura permite a centralização dos stocks, reduzindo as despesas com o arrendamento de espaços privados e aumentando o controlo sobre a distribuição de fármacos e vacinas no território nacional.
Quanto ao Laboratório Molecular da Região Norte e ao Posto de Saúde de Conde, a finalidade é descentralizar o atendimento. A medida pretende reforçar o nível primário de cuidados, permitindo diagnósticos mais próximos das comunidades e reduzindo a pressão sobre o Hospital Central de São Tomé.
Financiamento e Parcerias
O projeto resulta de uma colaboração entre o Governo de São Tomé e Príncipe, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o Fundo Global e o Banco Mundial. O representante do PNUD, Luc Gnonlonfoun, destacou que o suporte técnico e financeiro tem como objetivo elevar a resiliência do sistema de saúde, promovendo a continuidade e a fiabilidade dos serviços públicos através de soluções como a energia solar e sistemas hídricos instalados nas unidades.
Diretrizes Governamentais sobre Gestão e Manutenção
Durante a cerimónia, o Primeiro-Ministro, Américo d’Oliveira dos Ramos, abordou a implementação da reforma dos serviços de saúde em Zonas (Norte, Centro e Sul). O Chefe do Governo reconheceu a existência de resistência inicial à reestruturação, mas defendeu a eficiência da gestão concentrada de recursos como a via necessária para a sustentabilidade do setor.
O Primeiro-Ministro enfatizou a responsabilidade das instituições nacionais na manutenção destas infraestruturas. Foi reiterado que a apropriação dos ativos pelo Estado e pelos profissionais de saúde é condição indispensável para garantir a durabilidade e o funcionamento dos serviços, apelando ao rigor na conservação dos espaços e equipamentos entregues.

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