O Instituto Nacional para Promoção da Igualdade e Equidade de Género (INPG) realizou um ateliê estratégico, em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a População (FNUAP), direcionado aos profissionais da comunicação social. O encontro teve como objetivo apresentar 81 recomendações emitidas pelo Comitê Especial da CEDAW (Convenção para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres), resultantes da defesa do V Relatório de São Tomé e Príncipe, em 2023.
A Diretora Executiva do INPG, Jailza da Lima, destacou a transversalidade das questões de género e apontou a imprensa como uma parceira indispensável para monitorizar os avanços no país. “A comunicação social é importante para permitir também questionar o que tem sido feito ao nível destas recomendações e como podemos trabalhar para superar estes desafios”, explicou a diretora, focando na meta de apresentar um próximo relatório com progressos consolidados.
Por sua vez, o técnico e formador Gregório Santiago instou os jornalistas a exercerem um papel ativo na investigação e denúncia de casos que minem os direitos das mulheres. O especialista alertou que muitas ações positivas nas áreas da saúde e educação não são devidamente divulgadas aos parceiros internacionais e destacou, como prioridade urgente, a criação da Instituição Nacional de Direitos Humanos — uma recomendação que o Estado santomense recebe repetidamente desde 2011.
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